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Reino das Dunas é o termo usado pelos Pioneiros para se referir às terras dos humanos nortenhos de Kodrath. A região sempre foi chamada pelo seu povo de "Āṇkanilam" (em maṇali, "Terra dos Homens").

Informações GeraisEditar

  • Capital: Não tem
  • População: Humanos (99%), Outros povos (1%).
  • Governo: Tribal
  • Idiomas: Maṇali e suas variações
  • Comércio: Diversificado.

HistóriaEditar

Não se sabe desde quando o território onde hoje está o Reino das Dunas começou a ser ocupado por humanos, mas há indícios de atividade humana na região desde a Era dos Massacres. Alguns estudiosos defendem que os nortenhos seriam naturais de Kodrath, assim como os gnomos e os hobbits, mas a posição oficial da Abadia é que esse povo chegou ao continente fugindo do Império Raksi em embarcações improvisadas.

Quando os Pioneiros chegaram a Kodrath, várias tribos nortenhas já estavam estabelecidas ao norte, das quais se destacavam os Civas e os Appus. Os primeiros fixaram-se na região próxima à Cordilheira dos Tesouros, onde fundaram um reino; os Appus estabeleceram-se ainda mais ao norte.

Os Civas foram submetidos pelos Akkis em 4480, mas conseguiram libertar-se e alargaram a sua influência aos Appus. Em 4553, Ali-Huam, rei da Appia, iniciou uma revolta contra Astigs, rei dos Civas, vencendo-o e reunindo sob sua soberania a Appia e a Cívia. Ali-Huam, primeiro rei das areias (Kinmana), iniciou uma política expansionista, que seria continuada pelos seus sucessores, Abu-Huam II e Adi-Bakr I. Em pouco tempo, várias tribos nômades foram dominadas e grandes regiões foram anexadas aos domínios do novo império.

Em resultado destas conquistas, o Império das Areias passou a compreender uma vasta área que ia do Vale do Rio Taṅka ao Mar Sereno. Com o tempo, os nortenhos, que já faziam comércio com os Anões da Cordilha dos Tesouros, passaram a travar contato com os humanos do sul, iniciando uma bem rica relação. Porém, durante uma visita à Costarrubra, Semaha, o príncipe das areias, herdeiro do Imperador Ibraha IV, foi assassinado em circunstâncias misteriosas. Em retaliação, o Reino das Dunas enviou embarcações para destruir a cidade-estado. Porém, os grandes reinos sulistas uniram-se à Costarrubra, iniciando assim a Guerra da Estrela dos Ventos, a primeira batalha naval de Kodrath, que acabaria em derrota para os nortenhos. Ibraha IV foi destituído e várias tribos deixaram o império.

Hoje, a região onde um dia foi o Império das Dunas é governada por uma miríade de tribos e Kinmanados autônomos, dentre os quais destaca-se o Kinmanado de Haral.

Vida e sociedadeEditar

Após o fim do Império, as tribos das areias se uniram sob o comando de alguns chefes, que mantiveram o título dado ao antigo Imperador das Areias (Kinmana).Os Kinamanados, como essas comunidades ficaram sendo conhecidas, são autônomos e frequentemente guerreiam entre si ou contra as poucas cidades. As cidades, por sua vez, são governadas por príncipes-mercadores. 

De modo geral, as tribos e as cidades não são particularmente abertas a estrangeiros. A Parede de Angkatan ajuda a manter o isolamento, e os casos de forasteiros brutalmente assassinados assustam aqueles que desejam conhecer a região.

GeografiaEditar

Localizado nos extremos norte e nordeste do continente, o Reino das Dunas é banhado pelo Golfo dos Tesouros Perdidos e pelo Mar Gris.

O país é muito vulnerável a terremotos, principalmente no sul. A maior parte do território corresponde a um planalto cercado por cadeias montanhosas e coberto por diversos desertos. Os dois maiores localizam-se na região central, o Dat-Kavir e o Dat-Lit. No primeiro formam-se alguns pântanos durante o Inverno e a Primavera, mas ambos são inóspitos e em grande parte despovoados.

Ao sul, em paralelo com o Golfo dos Tesouros Perdidos, estão as montanhas da Cordilheira dos Tesouros, habitadas pelos anões. Os Montes Zags estendem-se a oeste. O único grande rio do Reino das Dunas é o Al-Safid, largo e rápido, mas não navegável.

Principais cidadesEditar

A principal cidade do Reino das Dunas é Oásis Verde, antiga capital do império e hoje uma cidade-estado. Situada no meio do deserto de Dat-Kavir, começou por ser um subúrbio da antiga cidade de Röy, que foi destruída pelos Civas.O grande desenvolvimento da cidade ocorreu a partir do reinado de Abu-Huam II, que reconstruiu a cidade nos moldes dos burgos do sul, razão pela qual Oásis Verde possui castelos de arquitetura estranha à região.

No litoral norte destaca-se a cidade portuária de Orṭ-Piriṉs, controlada pelos Ksaz, fato que se exprime na sua arquitetura singular.

Shirars, situada num oásis dos Montes Zags, é conhecida por nela terem habitado grandes místicos do Ciṟismo. Os túmulos destas figuras encontram-se na cidade que em função disso é denominada como "Torre dos Santos".

A cidade de Fahan, localizada a aproximadamente 500 quilómetros a sul de Oásis Verde, é famosa pela sua pujança. Em 4687, Abas I fez dela a capital de seu governo, ordenando a construção de grandes palácios. Os principais monumentos da cidade estão na praça May-i-Shah, destacando-se também em Fahan a Mas-i-Gam (Templo da Sexta-Feira).

CiṟismoEditar

Ver artigo principal: Ciṟismo

O Ciṟismo é uma interpretação dos nortenhos para o Kecilismo dos anões. O povo do Reino das Dunas acredita que Kecil (chamado por eles de Ciṟu) é a expressão máxima do poder do Trimurth e, portanto, o único e verdadeiro Deus.

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